13 mar 2026

Trocas repentinas na alimentação e na rotina podem desencadear vômito e diarreia em cães e gatos

Veterinária ensina como fazer mudanças, como trocas de marca, fase de vida, ou em casos de doença, de forma segura na alimentação dos pets 

São Paulo, março de 2026. Mudanças fazem parte da rotina dos responsáveis por pets — uma viagem inesperada, um passeio mais longo, a estadia na casa de parentes ou até a falta temporária do alimento habitual. Nessas situações, é comum que cães e gatos acabem consumindo um alimento diferente do que estão acostumados, muitas vezes de forma inesperada. O problema é que esse tipo de mudança pode resultar em episódios de vômito, diarreia e desconforto gastrointestinal. 

De acordo com a médica-veterinária de Biofresh (MBRF Pet), Mayara Andrade, o sistema digestivo dos pets é sensível não apenas à qualidade do alimento, mas também à forma como a troca acontece.  

“A alimentação está diretamente ligada à saúde intestinal. Quando o pet recebe um alimento novo de maneira repentina, pode não se adaptar, o que pode provocar alterações digestivas importantes”, explica. 

Por que o intestino sente tanto essas mudanças? 

A médica-veterinária explica que o intestino dos pets abriga bilhões de microrganismos que formam a chamada microbiota intestinal, responsável por auxiliar na digestão, absorção de nutrientes e defesa do organismo. Segundo ela, alterações bruscas na dieta, mesmo que temporárias, podem desorganizar esse sistema. 

“Quando há uma troca abrupta, a microbiota não reconhece imediatamente os novos ingredientes e nutrientes. Isso dificulta a digestão e pode resultar em fezes amolecidas, gases, vômitos, desconforto intestinal ou diarreia”, afirma.  

Viagens, passeios e imprevistos também exigem atenção 

Embora muitos responsáveis associem problemas gastrointestinais apenas à troca definitiva do alimento, Mayara alerta que situações pontuais também representam risco.  

“Durante viagens, passeios longos ou hospedagens, é comum o pet consumir outro alimento, petiscos diferentes ou até sobras inadequadas. Essas mudanças rápidas, somadas ao estresse da situação, aumentam as chances de alterações ou desconfortos intestinais. Por isso, a recomendação é se planejar sempre que possível, levando o alimento habitual do pet e evitando improvisações. Quando a troca for inevitável, a adaptação gradual continua sendo a melhor estratégia”, destaca. 

Como fazer a transição alimentar da forma correta 

Caso o responsável esteja trocando a alimentação do pet, a orientação, segundo Mayara, é misturar o novo alimento ao antigo, aumentando a quantidade aos poucos ao longo de 5 a 7 dias: 

  • Dias 1 e 2: 10% do novo alimento + 90% do anterior 
  • Dias 3 e 4: 30% do novo + 70% do anterior 
  • Dia 5: 50% de cada 
  • Dia 6: 70% do novo + 30% do anterior 
  • Dia 7: 100% do novo alimento 

“Esse processo ajuda o intestino a se adaptar à nova composição nutricional, reduzindo o risco de desconfortos. Em pets mais sensíveis, com histórico de problemas gastrointestinais ou doenças associadas, esse período pode ser mais longo ou conforme a necessidade, sempre com acompanhamento veterinário”, reforça Mayara. 

Sinais de que algo não vai bem 

A médica-veterinária explica que, durante períodos de mudança na alimentação ou na rotina, o responsável deve observar atentamente o comportamento do pet. Apatia, perda de apetite, coceiras, vômitos frequentes ou fezes persistentemente alteradas são sinais de alerta. 

“Esses indícios mostram que o organismo não está lidando bem com a mudança. Nesses casos, o ideal é interromper a troca e procurar um médico-veterinário”, orienta. 

Mayara reforça que não existe uma regra única que funcione para todos os pets. Histórico de saúde, idade, rotina e sensibilidade individual devem ser considerados. 

“O veterinário é o profissional capacitado para orientar a melhor forma de conduzir mudanças alimentares, seja por necessidade, conveniência ou fase da vida, sempre priorizando a saúde e o bem-estar do animal”, finaliza Mayara Andrade. 

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Sobre Biofresh  

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