Mudança do Clima

 

A mudança do clima e a falha na sua contenção figuram entre os principais riscos globais para os próximos anos, com potencial para impactar toda nossa cadeia de valor, por isso o tema integra as prioridades estratégicas da companhia, orientando iniciativas que fortalecem a resiliência do negócio e contribuem para a transição para uma economia de baixo carbono.

Nesse contexto, estabelecemos metas climáticas ambiciosas e alinhadas à ciência: nossos desafios foram validados pela Science-Based Targets initiative (SBTi) e estão em conformidade com o objetivo de limitar o aquecimento global a 1,5 ºC, conforme previsto no Acordo de Paris.

Pioneiras em seus segmentos, Marfrig e BRF reforçam essa ambição conjunta. A Marfrig foi a primeira empresa do setor de proteína bovina a ter seus compromissos reconhecidos pela SBTi, enquanto a BRF se tornou a primeira companhia da indústria de alimentos validada sob a metodologia FLAG, que considera emissões associadas a florestas, uso da terra e agricultura. Com a formação da MBRF, as metas climáticas da companhia estão em processo de revisão e harmonização, garantindo alinhamento à nova estrutura integrada e à ambição conjunta de descarbonização.

 

Compromissos

Nossas metas até 2035 (ano-base 2019):

Redução de 68% nas emissões diretas das operações (Escopo 1) e nas emissões associadas à energia elétrica (Escopo 2).

Progresso: Em 2024, observamos redução de 24% nas emissões totais dos escopos 1 e 2 em comparação com o ano-base 2019, e redução de 3% quando comparado com o ano anterior (2023).


Redução de 33% na intensidade das emissões do Escopo 3 ao longo da cadeia produtiva.

Progresso: Nas emissões de gases de efeito estufa da nossa cadeia de valor, aumentamos sua intensidade em 0,73% quando comparado com o ano-base 2019 e 4% em relação ao ano anterior 2023. Esse aumento, deve-se sobretudo à maior quantidade de aquisições de animais com mais idade.

Nossas metas até 2032 (ano-base 2020): 

Redução de 51% nas emissões dos Escopos 1 e 2.

Progresso: Concluímos o ciclo de 2024 com aumento de 6,8% nas emissões dos Escopos 1 e 2, abrangidas pela meta near-term do SBTi, em comparação com o ano-base 2020. O Escopo 1 foi severamente impactado devido aos incêndios florestais de grande escala e intensidade. Em contrapartida, tivemos resultados positivos em Escopo 2, impulsionados pela aquisição de energia renovável no Brasil e Turquia, resultando em uma redução de 47,5% nas emissões.


Redução de 35,7% nas emissões do Escopo 3 (cadeia de valor).

Progresso: As emissões de Escopo 3, abrangidas pela meta near-term do SBTi, reduziram em 6,0% em relação ao ano-base 2020, sobretudo devido às melhores práticas na criação animal e à utilização dos dejetos suínos em biodigestores.

Gestão de emissões de GEE

O Inventário de Gases de Efeito Estufa (GEE) é um instrumento fundamental da nossa gestão climática, permitindo quantificar emissões, identificar as principais fontes e orientar estratégias de mitigação com base em dados consistentes.

Nosso inventário contempla os Escopos 1, 2 e 3, assegurando uma visão abrangente das emissões diretas das operações, das emissões indiretas associadas à aquisição de energia e das emissões indiretas provenientes da cadeia de valor. As principais fontes de emissão estão relacionadas à produção agropecuária — com destaque para o metano da criação animal — além do uso da terra, do consumo de energia e dos processos logísticos. Esses fatores orientam nossas prioridades e estratégias de descarbonização.

Somos um dos 27 fundadores do Programa Brasileiro GHG Protocol e adotamos integralmente sua metodologia na elaboração do inventário anual, alinhando nossas práticas aos padrões globais de mensuração e reporte. Há mais de uma década divulgamos nossos resultados no Registro Público de Emissões, reforçando nosso compromisso com transparência e responsabilidade.

Nosso inventário é verificado por terceira parte independente e detém o Selo Ouro — o nível mais elevado do programa — assegurando a qualidade, a integridade e a confiabilidade das informações reportadas.

Selo Ouro

Em 2025, a BRF conquistou, pela 15ª vez consecutiva, o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol, o nível máximo de certificação concedido às empresas que demonstram transparência na publicação de seus inventários de emissões de gases de efeito estufa. A Marfrig, por sua vez, alcançou o Selo Ouro pelo segundo ano consecutivo.

Para acessar o resultado do nosso Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa, acesse o Relatório Integrado BRF clicando aqui, e o Relatório Integrado Marfrig clicando aqui.

Iniciativas

O plano de ação da MBRF está organizado em quatro frentes prioritárias, que representam a resposta concreta da companhia aos desafios climáticos: cadeia livre de desmatamento, agropecuária de baixo carbono, transição energética e eficiência operacional, e já demos passos concretos nessa direção.

Cadeia livre de desmatamento e conversão

A MBRF está comprometida em garantir uma cadeia de suprimentos, direta e indireta, 100% monitorada e livre de desmatamento e conversão até 2025.

Esse compromisso se materializa por meio do Programa Verde+, iniciativa que fortalece o monitoramento da cadeia, assegura critérios socioambientais rigorosos e promove uma produção de baixa emissão.

Estruturado nos princípios de produção–conservação–inclusão, o programa se apoia em três pilares: tecnologias avançadas de monitoramento e rastreabilidade; assistência técnica para o desenvolvimento dos produtores; e mecanismos financeiros que incentivam a adoção de práticas sustentáveis.

  • Cadeia Livre de desmatamento
  • Monitoramento da cadeia de suprimentos dos fornecedores diretos e indiretos
  • 100%

    da rastreabilidade dos fornecedores diretos e indiretos de gado

  • 100%

    de rastreabilidade dos fornecedores diretos e indiretos de grãos

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Agropecuária de baixo carbono

A MBRF avança na redução de emissões em toda a cadeia produtiva com uma estratégia baseada em ciência, inovação e apoio aos produtores.

Na pecuária, promovemos melhoramento genético para aumentar a eficiência produtiva, adotamos aditivos nutricionais que reduzem o metano entérico e seguimos práticas validadas pelo

Protocolo de Baixo Carbono da Embrapa. Nas cadeias de aves e suínos, incentivamos o uso de energia solar nas granjas integradas e a adoção de biodigestores que transformam dejetos em energia renovável.

Essas iniciativas se conectam ao Programa Verde+, que oferece assistência técnica, soluções financeiras e monitoramento socioambiental para fornecedores diretos e indiretos, fortalecendo a rastreabilidade e impulsionando a transição para sistemas de baixa emissão. Com essa abordagem integrada, a MBRF constrói uma cadeia mais eficiente, sustentável e alinhada aos desafios climáticos globais.

  • 90%

    da matriz energética proveniente de fonte renovável

  • 50%

    do consumo de energia elétrica proveniente de fontes renováveis

  • 60%

    da criação de aves com energia solar instalada

  • 6.000 ha

    de florestas nativas restauradas e parcerias para recuperação de pastagens

  • Protocolo Carne Baixo Carbono e Carne Carbono Neutro
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Transição energética

A MBRF assume o compromisso de avançar na transição para uma matriz energética cada vez mais limpa e eficiente.

Como parte desse movimento, estabelecemos a meta de alcançar 100% de energia elétrica proveniente de fontes renováveis até 2030, reforçando nossa atuação em soluções de baixo carbono em todas as operações.

Para viabilizar essa meta, ampliamos de forma consistente os investimentos em geração renovável. Desde 2021, firmamos parcerias para desenvolver projetos eólicos e solares de grande escala, como o Complexo Eólico Cajuína, no Rio Grande do Norte, e o parque solar no Ceará, ambos destinados ao abastecimento das nossas unidades. Essas iniciativas fortalecem nossa estratégia de garantir energia renovável, competitiva e alinhada às metas climáticas da companhia.

Complementarmente, seguimos diversificando as fontes que compõem nossa matriz energética. Entre elas, destaca‑se a biomassa proveniente das nossas áreas de reflorestamento com Eucalyptus, que contribui de maneira relevante para a evolução dos nossos indicadores. Utilizada principalmente na geração de vapor para os processos produtivos, a biomassa reduz emissões de gases de efeito estufa e reforça a eficiência energética das operações.

  • 90%

    da matriz energética proveniente de fonte renovável

  • 27 mil

    hectares de floresta plantadas

  • 50%

    do consumo de energia elétrica proveniente de fontes renováveis

  • Investimentos em parques de autoprodução de energia
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Eficiência operacional

A MBRF trabalha continuamente para elevar a eficiência de seus processos e reduzir o impacto ambiental das operações.

Estamos incorporando tecnologias que otimizam o uso de recursos, aprimoram o desempenho produtivo e diminuem emissões em toda a cadeia. Isso inclui melhorias no tratamento de efluentes e resíduos, avanços na refrigeração e no transporte, além da adoção de soluções mais eficientes em nossas unidades e centros de distribuição.

A busca por novas tecnologias e fornecedores é constante, sempre com o objetivo de otimizar processos e reduzir o consumo de energia. Acreditamos que a eficiência energética é um processo contínuo, que exige aprimoramento permanente e abertura para soluções inovadoras. Nossa governança desempenha um papel essencial nesse movimento, estruturando fóruns para discutir o tema, definir metas e acompanhar resultados de forma integrada.

Essas iniciativas reforçam nosso compromisso com operações cada vez mais modernas, eficientes e alinhadas às melhores práticas ambientais do setor.

  • Investimentos em projetos para aproveitamento energético
  • Programa de excelência energética
  • Investimentos em tratamento de efluentes e resíduos
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